
Ele auto-proclama-se como sendo
"the world's largest BitTorrent tracker" e com razão. Apesar de não ser necessário registar-se no site, o
Pirate Bay tem aproximadamente 3,600,00 utilizadores.
É óbvio para toda a gente que, num mundo em que comprar CD's custa em média uns 15€/20€, o Pirate Bay, um site que armazena ficheiros .torrent, iria ter sucesso junto da vasta população. As leis do copyright não se adequam aos dias de hoje, pois, por serem muito severas, dificultam a veiculação deste tipo de materiais.
São imensas as bandas que obtiveram o seu sucesso na Internet, por partilharem livre e gratuitamente as suas músicas. É claro que também há o outro lado da situação. Os artistas/bandas mainstream não sofrem significativamente com o fenómeno dos torrents. São sobretudo as bandas desconhecidas, que aspiram à fama e que acabaram de lançar o primeiro CD, que sofrem.
95% do tráfego de Internet é feito de downloads ilegais. Por ano, são feitos cerca de 40 bilhões de downloads. Não é, portanto, de estranhar que as grandes editoras como a EMI, a Sony e a Warner Bros. se tenham juntado e decidido responsabilizar os criadores deste site pelos enormes prejuízos que têm tido ultimamente.

Peter Sunde, Fredrik Neiji, Gottfrid Svartholmm and Carl Lundströmm foram, então, a 16 de Fevereiro de 2009, levados a tribunal por violarem as leis de copyright. O veredicto foi anunciado alguns meses depois do ínicio do julgamento, a 17 de Abril de 2009, data em que os arguidos foram considerados culpados e condenados a um ano de prisão e obrigados a pagar uma multa conjunta de 2,7 milhões de euros.
O cerne da questão é saber se condenar 4 pessoas é o suficiente para acabar com a pirataria.
A Indústria musical acredita que castigar os fundadores do Pirate Bay vai pôr um fim aos downloads ilegais, mas, na minha opinião, nós estamos todos demasiadamente habituados a ter música de graça para que isto resulte de facto. Há, na verdade, quem pense que é possível cortar o mal pela raíz. No entanto, o que acontecerá, caso o Pirate Bay deixe de funcionar de vez - tal como aconteceu com programas como o Kaaza e o eMule -, é que os utilizadores vão criar uma forma ainda mais sofisticada de partilhar música e filmes e todos esses materiais que circulam ilegalmente pela Internet.
É também importante saber-se de quem é realmente a culpa. Será dos quatro indivíduos que puseram o site a funcionar ou dos milhões de utilizadores que tomaram a opção de piratear obras protegidas? O Pirate Bay funciona por um sistema Peer-to-Peer. Não é apenas uma pessoa que está a partilhar um determinado ficheiro, mas sim várias que possuem fragmentos desse mesmo ficheiro. Foi por essa razão que, mesmo depois de terem desligado o servidor do Pirate Bay, ele voltou a estar em funcionamento três dias depois e também essa a principal defesa dos criadores do Pirate Bay. (Além de que eles não lucram com o site e, por conseguinte, não estão a violar nenhuma lei. O seu financiamento advém da publicidade.) Em primeiro lugar porque havia vários servidores em vários países e depois porque os ficheiros não estão lá, por assim dizer. O Pirate Bay apenas providencia os links para esses ficheiros.
O ideial seria criar um meio termo: arranjar uma forma segura e estável, e de preferência legal, para partilhar música, filmes, software, jogos, e-books,... Todavia, com as Editoras a aumentarem cada vez mais os preços dos seus produtos, é difícil para o consumidor comum adquirir esses bens, que, por não serem de primeira necessidade, não são uma compra obrigatória. Perfeito seria se as grandes editoras aprendessem a viver num certo equilíbrio com as novas tecnologias e dessem alguma tolerância a pequenas, desde que ocasionais, ilegalidades.
Joana Duarte, nº 38032
Marta Peres, nº 38050
Rita Duarte, nº 38058